00h00 - domingo, 15/04/2018

Raça Garvonesa
luta contra extinção

Raça Garvonesa luta contra extinção

Depois de ter estado à beira da extinção, a raça bovina Garvonesa continua a lutar para ver aumentado o seu efectivo, contando para já com 12 produtores, três dos quais na zona do Campo Branco. O efectivo total é de 22 machos e 776 fêmeas, número que só poderá aumentar se continua a haver ajudas para a sua produção.
"Trata-se de uma raça que tem dificuldades de sobreviver sem ajudas", refere ao "CA" a engenheira Ana Lampreia, da Associação de Agricultores do Campo Branco, lamentando que desde 2015 que não sejam abertas candidaturas para a manutenção das raças autóctones, com excepção para jovens agricultores.
"Desde essa altura que os novos criadores não têm acesso à medida e os produtores que puderam aderir não podem aumentar o número de animais inscritos para receber o prémio. Além deste impedimento, são animais que não têm muito valor comercial, o que dificulta a sua preservação", acrescenta.
Os criadores da raça Garvonesa que em 2015 se candidataram às medidas agro-ambientais para conservação das raças autóctones recebem actualmente 200 euros por vaca inscrita, verba acumulável com o prémio de vaca aleitante, de 120 euros.
"Mas o nosso desejo é que a ajuda seja maior, principalmente em anos de seca em que a alimentação se torna escassa e bastante mais dispendiosa", defende Ana Lampreia.
A raça bovina Garvonesa chegou a estar em vias de extinção, mas a partir da Década de 90 foi reconhecida como raça autóctone e iniciado um trabalho de recuperação da raça. Desde essa altura que a AACB é a entidade gestora do registo zootécnico da raça, tendo a responsabilidade de executar o programa de conservação deste recurso genético.
"É um programa aprovado pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária e que nos compromete com uma série de acções de carácter técnico com o intuito de preservar e se possível melhorar a raça", explica Ana Lampreia.
Nesse sentido, acrescenta esta responsável, cabe à AACB "desenvolver acções como a inscrição dos animais no Livro de Nascimento e Livro de Adultos, classificações morfológicas, acções de conservação de material genético em banco de genoplasma, controlos de performances, estudo da carcaça e da qualidade da carne, exames de paternidade por análises de ADN e promoção da raça, entre outras".


COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
07h00 - segunda, 10/12/2018
Voluntariado vale
prémio à CM Beja
O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) atribuiu, no final da passada semana, o prémio "Boas Práticas de Voluntariado Jovem" à Câmara de Beja, em cerimónia realizada em Campo Maior.
07h00 - segunda, 10/12/2018
CM Aljustrel premiada
pela "Rota da Floresta"
A Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) atribuiu à Câmara de Aljustrel uma menção honrosa pela sua participação na actividade "Rota pela Floresta", prémio que será entregue numa cerimónia em Lagoa no próximo mês de Janeiro.
07h00 - domingo, 09/12/2018
Programa "365 Alentejo"
com candidaturas abertas
A Turismo do Alentejo, em parceria com a Agência Regional de Promoção Turística e o Turismo de Portugal, tem abertas até final do ano as candidaturas para a segunda edição do programa "365 Alentejo-Ribatejo", que visa a construção e promoção de um calendário anual de eventos "consistente e coerente".
13h29 - sexta, 07/12/2018
Detido por tráfico de pessoas no Baixo Alentejo
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 40 anos por suspeitas da prática do crime de tráfico de pessoas, anunciou no final da passada semana fonte oficial desta força policial.
07h00 - sexta, 07/12/2018
"Espírito" de Natal
no distrito de Beja
O "espírito de Natal" já chegou ao Baixo Alentejo e até ao final do ano são muitas as actividades programadas pelas autarquias para assinalar a quadra festiva, proporcionar momentos de animação e apelar ao consumo no comércio tradicional local.

Data: 07/12/2018
Edição n.º:
Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial