00h00 - terça, 19/06/2018

Os planos de Abelha
para o FC Castrense

Os planos de Abelha para o FC Castrense

Depois de ter sido jogador (e capitão) e treinador, Abelha está de regresso ao FC Castrense para liderar e já revelou ao "CA" que planos tem para o clube de Castro Verde. "O futuro do Castrense vai passar muito pela formação, também por realçar e apoiar o trabalho das outras modalidades" promete.

Foi jogador e capitão do clube, também treinador e agora presidente… Que representa esta eleição?
Um enorme orgulho! Passei pelas fases todas nestes 25 anos que levo de Castro Verde e entendo que esta é uma maneira de pagar uma dívida de gratidão que tenho pela forma como o clube me tratou.

Sendo um homem habituado a estar no campo, entre as quatro linhas, como é que encara esta mudança de "posição"?
Há mais de um ano que tinha pensado nisto, tenho a ideia amadurecida e como tenho paixão e disponibilidade por isso – e ainda por cima, duas pessoas competentes ao meu lado [os vice-presidentes Valter Borralho e José Mariano] –, penso que ainda vai ser mais fácil. Até porque quero acompanhar de perto todas as modalidades. Não quero ser o presidente do futebol, quero ser o presidente do Futebol Clube Castrense.

Como vai ser o FC Castrense do Abelha?
Não é o Castrense do Abelha… [risos] O futuro do Castrense vai passar muito pela formação, também por realçar e apoiar o trabalho das outras modalidades. Mas no futebol a formação vai ser o nosso foco principal. Queremos mudar muita coisa, porque um dia que o clube regressar outra vez aos nacionais vai ter de ser com uma base de cinco ou seis jogadores da nossa formação.

Como contam alcançar esse objectivo?
O José Mariano, que é o responsável [pelo futebol de formação], tem algumas ideias. Estamos a contactar treinadores com formação, vamos ter um director-desportivo dos iniciados para baixo e outro para os sub-23 e juvenis. E vamos tentar que a competição para os miúdos dure, no mínimo, 10 meses, e que consigamos ter três treinos semanas. Só assim iremos conseguir evoluir, para que dentro de três ou quatro anos termos uma base [de jogadores] da terra, ao contrário do que sucedia o ano passado, em que chegámos a jogar com apenas dois jogadores portugueses no nacional. Estamos a tentar mudar isso e uma das nossas intenções é também aproximar os sócios, os adeptos e os habitantes da vila ao clube.

O que é um grande desafio…
Vamos tentar corrigir esta situação, mas como tudo não depende só de nós, também dos sócios quererem ajudar e dos adeptos quererem aderir. Mas pensamos que pela formação conseguimos puxá-los, pois ao formar atletas vamos também formar adeptos, que vão depois criar aquele 'gostinho' pelo Castrense. Lembro-me que quando cheguei ao Castrense existia uma mística bonita e é essa mística que gostava que voltasse a haver em Castro Verde.

O Castrense não é apenas futebol. Qual será o papel das modalidades no clube de ora em diante?
Penso que o atletismo pode ter um grande papel na aproximação do clube à vila, pois permite uma prova popular, que pode passar pela localidade. No hóquei em patins o clube está numa fase de crescimento, só com formação, e está no caminho do que pretendemos, que é apostar na formação para um dia voltarmos a ter hóquei sénior. E na patinagem artística também temos ganho muitos títulos nacionais e internacionais e queremos continuar a apoiar [a modalidade].

Conta encontrar um clube financeiramente estabilizado?
Pela conversa que mantive com o Carlos [Alberto Pereira], que foi sempre prestável e pôs à nossa disposição tudo desde há duas semanas, o clube está estável e não tem dívidas. Portanto é um clube que tem de ser gerido com boa cabeça e sem entrar em loucuras.

A Câmara de Castro Verde anunciou na passada um corte nos apoios ao movimento associativo, devido a "dificuldades financeiras". A vidado Castrense fica mais complicada?
Não, não complica… Acompanhamos a realidade da terra e já no orçamento que apresentámos contabilizámos que, provavelmente, iria haver esse corte. Penso que o FC Castrense, sendo um clube da terra, quando têm de acontecer esses cortes também tem de estar disponível para ajudar a Câmara, que tem sido um parceiro espectacular em tudo o que o clube precisa. E se é altura de fazer sacrifícios, logicamente que o clube vai estar ao lado de quem os pede e estar sempre disponível para ajudar.


Notícias Relacionadas

COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
07h00 - terça, 13/11/2018
Odemira aposta na
valorização do rio Mira
Materializar a política de valorização das margens do rio Mira na área do concelho de Odemira, desde a barragem de Santa Clara até Vila Nova de Milfontes é o objectivo do Plano Estratégico e Operacional de Valorização do Rio Mira, promovido pela Câmara de Odemira.
07h00 - terça, 13/11/2018
Documentário filmado
em Mértola premiado
O documentário "Terra", co-realizado por Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres e filmado no concelho de Mértola, arrecadou o prémio para melhor filme da competição portuguesa durante a última edição do festival DocLisboa.
07h00 - segunda, 12/11/2018
Cine-teatro de Almodôvar
pronto para reabrir portas
Depois de cerca de seis anos de obras de requalificação, com atrasos e muitos problemas pelo meio, o cine-teatro municipal de Almodôvar vai reabrir portas no próximo ano de 2019.
07h00 - segunda, 12/11/2018
PCP alerta para falta
de médicos em Ourique
Um em cada cinco utentes residentes no concelho de Ourique não tem médico de família atribuído, num total de 1081 pessoas, sobretudo oriundas da freguesia de Garvão.
07h00 - segunda, 12/11/2018
Câmara de Odemira elogia
abandono do projecto
de prospecção de petróleo
A Câmara de Odemira aprovou a 31 de Outubro, por unanimidade, manifestar a congratulação pelo facto de o consórcio ENI/ GALP ter abandonado o projecto de prospecção e exploração de petróleo ao largo do Alentejo Litoral.

Data: 09/11/2018
Edição n.º:
Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial