07h00 - segunda, 15/10/2018

Obras para minimizar
poeiras em Aljustrel

Obras para minimizar poeiras em Aljustrel

A Almina–Minas do Alentejo, proprietária das minas de Aljustrel, vai avançar com novas medidas de minimização da dispersão de poeiras, nomeadamente na zona da britagem de superfície e da lavaria na sua área industrial, localizada a oeste da "vila mineira". A informação foi adiantada em carta enviada à Assembleia Municipal de Aljustrel, no seguimento da reunião extraordinária do passado dia 29 de Setembro para discutir a qualidade do ar na vila, e confirmada já esta semana ao "CA" por fonte oficial da administração da empresa.
A mesma fonte lembra que a Almina tem, ao longo dos últimos anos, "implementado medidas de minimização que permitem melhorar quer as condições de trabalho, quer a qualidade do ambiente envolvente", além de cumprir as obrigações legais a que se encontra vinculada.
A empresa sublinha igualmente que a qualidade do ar em Aljustrel "não é só influenciada pelas operações da Almina", acrescentando que, "dentro de um princípio de indústria responsável", tem vindo a fazer "a monitorização da sílica no ar ambiente".
A garantia de obras na lavaria industrial por parte da Almina é encarada com bons olhos pelo presidente da autarquia local, que lembra ao "CA" que há muito que o Município de Aljustrel "luta por soluções [para o problema do pó negro] junto da empresa mineira".
"Estamos em crer que esta vai ser uma boa solução, não no sentido de acabar totalmente com as poeiras mas permitindo uma redução substancial das mesmas, o que certamente vai ao encontro dos anseios e dos desejos da população, nomeadamente da vila de Aljustrel", acrescenta Nelson Brito.
De acordo com o autarca, desde 2015 que a Câmara de Aljustrel tem vindo a envidar esforços junto da Almina e das diversas entidades do Estado com competências na área do Ambiente, no sentido de ser avaliada a situação vivida na "vila mineira" e que muito tem preocupado a população. "Esse foi um trabalho feito com alguns obstáculos, porque o Estado não tem equipamentos e muito menos no tempo em que queríamos", nota Nelson Brito.
O edil vinca que o relatório final da monitorização da qualidade do ar em Aljustrel só foi entregue pela CCDR do Alentejo em Novembro de 2017, sendo que desde então o Município já participou em "mais de uma dezena de reuniões, inclusivamente com a própria empresa Almina", no sentido de se encontrarem soluções para o problema.
Lembrando que o grande problema da lavaria industrial, licenciada pela Câmara Municipal em 1991, acaba por ser o local onde está – "Foi um erro a sua localização e tem responsáveis à altura que estavam aqui na autarquia", diz –, Nelson Brito espera que agora se possa, finalmente, chegar a uma solução através das obras programadas pela Almina.
"Parece-nos muito importante que venha a acontecer a adopção de uma série de medidas que a própria empresa já disse que ia tomar, não só materialmente mas também imaterialmente, com uma comissão, liderada por um independente e com a participação dos actores locais, para haver uma constante monitorização das poeiras e dos impactos ambientais existentes em Aljustrel, nomeadamente os impactos ambientais da actividade mineira", acrescenta.
Nelson Brito exige ainda que as entidades ligadas à Saúde Pública continuem a "fazer uma vigilância de curto-médio prazo" e mantenham "informadas as pessoas e, sobretudo, a autarquia sobre as ocorrências em relação a doenças respiratórias e do foro oncológico". "Têm-nos dito que não há dados alarmantes e isso é um dado importante, que ainda assim não nos descansa e que nos deve manter vigilantes", observa.
A questão da qualidade do ar em Aljustrel tem estado no centro do debate político local e o presidente da Câmara Municipal não deixa de criticar o posicionamento assumido pela oposição. Pela CDU, "até parece que a entidade que emite poeiras é a Câmara de Aljustrel e não uma entidade empresarial. Isso parece-nos, no mínimo, curioso", remata Nelson Brito.


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Data: 11/01/2019
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