07h00 - quarta, 25/03/2020

Seca "dramática" no Campo Branco

Seca "dramática" no Campo Branco

A dureza das palavras ilustra na perfeição o quadro (quase) negro com que a agricultura do Campo Branco se debate por estes dias. "É uma situação dramática", afirma sem rodeios o presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB), com sede em Castro Verde, para descrever as dificuldades que os homens da lavoura enfrentam face à prolongada seca que afecta o território.
Segundo José da Luz da Pereira, "as culturas de Outono/ Inverno semeadas não vão produzir nada, os fenos nada vão dar e não há pastagens para os animais". "Portanto, é uma situação muito difícil e estamos muito preocupados, porque não vamos colher nada. Além disso, as reservas de fenos, palhas e cereais estão esgotadas. Veja-se que os animais continuam a comer à mão", frisa em declarações ao "CA".
Para este responsável, esta "é uma situação dramática e o culminar de vários anos de seca" no Campo Branco. "Chegámos a um ponto de desespero. E a aflição é de tal maneira grande que os produtores pecuários, que normalmente deixam uma parte do seu efectivo para reprodução, este ano, pela primeira vez na nossa região, estão a vender tudo. O que quer dizer que as dificuldades financeiras são muito grandes e há um desespero por não terem alimentação para dar aos animais", alerta.
Perante esta complicada realidade, os agricultores esperavam que o Ministério da Agricultura já tivesse tomado medidas que pudessem ajudar a minimizar os problemas sentidos. Algo que, até ao momento, não se verificou e que o presidente da ACCB critica.
"Não estamos a ver da parte do Ministério [da Agricultura] qualquer acompanhamento da situação. E isso, para nós, é também motivo de apreensão", nota José da Luz Pereira, lamentando que no seio do Governo impere "uma mentalidade muito grande" que olha para a agricultura de sequeiro e para a pecuária em extensivo como sistemas agrícolas que "tendem a desaparecer".
"Mas nós não exigimos muita água, pois conseguimos trabalhar com o mínimo de água. Só precisamos de ter um mínimo de condições, que não existem perante um clima muito adverso", contrapõe o presidente da AACB.


COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
07h00 - segunda, 25/05/2020
Aljustrel retoma
mercados mensais
A Câmara de Aljustrel decidiu retomar a realização de mercados mensais no Parque de Feiras e Exposições da "vila mineira", ainda que mediante o cumprimento de novas regras devido à pandemia de Covid-19.
07h00 - segunda, 25/05/2020
Câmara de Almodôvar aprova
apoios às empresas do concelho
A Câmara de Almodôvar aprovou na passada semana, em reunião do executivo, um lote de candidaturas, no valor aproximado de 29591 euros, no âmbito do Programa de Apoio ao Tecido Empresarial (PATECA).
07h00 - segunda, 25/05/2020
Odemira recebeu
vigília pelas artes
A vila de Odemira foi um dos "palcos", na passada quinta-feira, 21, da vigília pelas artes e cultura em Portugal, numa iniciativa da qual acabou por nascer a Plataforma Cultura e Artes Odemira, que junta diversos artistas residentes no concelho.
07h00 - sexta, 22/05/2020
Secretário de Estado
acompanha testes à Covid
em Ferreira do Alentejo
O secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, na sua qualidade de coordenador da execução do estado de calamidade do Alentejo devido à pandemia Covid-19, vai realizar nesta sexta-feira, 22, uma visita de trabalho a Ferreira do Alentejo.
07h00 - sexta, 22/05/2020
Requalificação do lar
de Messejana deverá
avançar até ao Verão
As obras da primeira fase de remodelação e ampliação das instalações do lar da Misericórdia de Nossa Senhora da Assunção, na vila de Messejana (concelho de Aljustrel), deverão avançar entre os meses de Julho e Agosto, num investimento total superior a um milhão de euros.

Data: 15/05/2020
Edição n.º:

Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial