09h30 - terça, 24/06/2008

Bispo de Beja critica empresários da região

Bispo de Beja critica empresários da região

O bispo de Beja atribui responsabilidades aos sucessivos governos e aos empresários pela desertificação crescente do Baixo Alentejo, garantindo mesmo que estes últimos não têm sido "suficientemente criativos" apesar de incentivados pelas autoridades competentes.
Em declarações ao "Correio Alentejo", D. António Vitalino Dantas encara a desertificação, e consequente despovoamento, da região como um fenómeno comum a todas as zonas do interior da Europa, que no Baixo Alentejo tem como faces mais visíveis a diminuição da taxa de natalidade e a ausência de ofertas de emprego.
"O Baixo Alentejo teria possibilidades de se desenvolver e aumentar a sua população se se criassem incentivos à fixação das pessoas – e isso tem que ver com o tipo de trabalhos que são oferecidos", adverte o bispo de Beja, para quem os projectos empresariais que são constantemente anunciados para a região têm como debilidade o facto de empregarem pouca gente.
"Fala-se muito de projectos, mas são projectos que ocupam pouca gente. Com as novas tecnologias, quase tudo é feito de forma automática. E as populações jovens quase não têm estímulos a ficar por aqui", assegura.
Como alternativa, D. António Vitalino Dantas sugere mais apoios às empresas e empresários locais, desde que estas empreguem pessoas da região. "Devem ser dados incentivos à empregabilidade das pessoas. Espaço tem o Alentejo. E num primeiro momento vai ser preciso rejuvenescer as idades do Alentejo. Porque em muitos lugares já quase não se encontram jovens".
A isto, o bispo de Beja junta ainda o apelo ao empreendedorismo dos empresários baixo-alentejanos, que, na sua opinião, "não têm sido suficientemente criativos". "Nos incentivos que têm tido, [os empresários] não o têm feito de uma maneira correcta, investindo mais no consumo do que na modernização das suas empresas", conclui.


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