12h31 - sábado, 19/01/2013

Universidade de Évora estuda
acidentes rodoviários com javalis

Universidade de Évora estuda acidentes rodoviários com javalis

As estradas nacionais e regionais do distrito de Évora são as de maior risco, no Alentejo e Algarve, para acidentes rodoviários por colisão com javalis, indicam resultados preliminares de um estudo universitário pioneiro no país.
A investigação foi desenvolvida na Universidade de Évora e consistiu numa tese de mestrado em Biologia da Conservação, discutida este mês na academia alentejana e da autoria de Estrela Matilde, orientada pelos docentes Sara Santos e António Mira.
Este estudo "é completamente pioneiro" em Portugal, afiançou à Agência Lusa a investigadora, explicando que existem outros sobre atropelamentos de animais, mas centrados em espécies mais pequenas, em que os atropelamentos parecem contribuir para o declínio das suas populações. No caso dos javalis, continuou, as consequências "passam mais pela segurança dos condutores", porque as populações desta espécie "estão a crescer muito", sobretudo no Alentejo, onde têm "muito habitat por explorar e alimento".
No estudo, foram desenvolvidos modelos que permitem prever os locais, no Alentejo e Algarve, onde o risco de acidentes rodoviários com javalis é potencialmente mais elevado.
A investigação baseou-se em 221 registos de acidentes rodoviários com javalis nos últimos 12 anos, fornecidos pelos destacamentos de Trânsito da GNR.
O objectivo, disse a investigadora, é contribuir para implementar medidas cautelares que previnam a ocorrência de colisões, de forma a melhorar a segurança rodoviária e a sobrevivência das populações de javali.
Como exemplo, Estrela Matilde indicou que, nos troços com mais atropelamentos, podem ser colocadas vedações mais fortes e enterradas ou sinais de aviso para os automobilistas e criados corredores para direccionar os animais para locais de passagem seguros, como pontes, viadutos ou estruturas específicas para passagem de fauna de grandes dimensões.
Os resultados do estudo, porém, são preliminares. A investigadora vai, agora, "validar aprofundadamente este modelo", voltando a analisar os dados de Évora e Portalegre, "onde há mais registos de acidentes".
Já em Beja, Setúbal e Faro, disse, "o número de registos é insuficiente para modelar de forma adequada o risco de acidente".


COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
00h00 - sexta, 23/02/2018
"AgdA vai investir
64 milhões no distrito
de Beja até 2020"
O presidente do conselho de administração da Águas Públicas do Alentejo (AgdA), Joaquim Marques Ferreira, revela ao "CA" os investimentos que a empresa tem em curso no Baixo Alentejo, que superam os 60 milhões de euros.
00h00 - sexta, 23/02/2018
EMAS Beja dinamiza
"Heróis da Água"
A Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja iniciou nesta semana mais uma edição do projecto de sensibilização ambiental "Heróis da Água", destinado aos mais novos.
00h00 - sexta, 23/02/2018
Câmara de Odemira
descentraliza reuniões
Envolver a população nas decisões políticas e na gestão do território é o grande objectivo da Câmara de Odemira com a realização de reuniões nas freguesias, no âmbito do programa municipal "Odemira Participa".
07h00 - quinta, 22/02/2018
"Beja Educa" nas
escolas do concelho
Promover um ensino de qualidade para todos e o sucesso escolar é o grande objectivo do programa municipal "Beja Educa", que a Câmara de Beja tem no terreno em várias escolas do concelho.
07h00 - quinta, 22/02/2018
CM Castro Verde
vai regularizar
vínculos precários
Garantir a estabilidade "profissional e pessoal" dos colaboradores que tenham um vínculo de trabalho precário com a autarquia é o objectivo da Câmara de Castro Verde, que já está a avançar com o processo de regularização de trabalhadores com este tipo de vínculos contratual.

Data: 09/02/2018
Edição n.º:
Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial