12h35 - quinta, 08/02/2018

Rankings nas escolas? Porquê?


Carlos Pinto
No último fim-de-semana cumpriu-se uma "tradição" de há anos: a revelação, por parte da maior parte da comunicação social, dos rankings das escolas portuguesas, tendo por base os resultados dos exames realizados pelos alunos do 9º ano e do Secundário em 2016-2017. Ao longo de dois dias escalpelizaram-se resultados (sendo que cada órgão de comunicação social tinha a sua própria tabela), analisaram-se causas e efeitos dos mesmos, houve reportagens nas "melhores" e também nas "piores" escolas. Mas passado este frenesim, há uma questão que continua por responder: afinal, para que servem estes rankings?
A pergunta não surge por acaso. Afinal de contas, são muitos os responsáveis educativos que rejeitam este tipo de avaliação ao "rendimento" das escolas e até o próprio Ministério da Educação não reconhece este tipo de classificação. Mais uma vez, impõe-se que questionemos: para que(m) servem estes rankings?
Ao fim e ao cabo, a resposta talvez seja… para nada! Porque não é correcto proceder a este tipo de avaliações e análises tomando todos por igual, sem ter em conta os contextos sociais e económicos de cada aluno, as condições de cada estabelecimento de ensino e até a realidade de cada região. É que o ensino público é diferente do privado. O quadro que encontramos numa escola na zona da Boavista no Porto, frequentada por jovens provenientes da classe média-alta e com ambientes familiares sólidos e estruturados, nunca pode ser comparado com o quadro de um estabelecimento que apenas recebe alunos vindos dos bairros sociais de Setúbal. E a realidade de Évora nunca será igual à de Sabóia…
Em suma, os rankings das escolas, tal qual existem agora, de nada servem. Seria bem mais útil que se tirasse partido da informação recolhida para avaliar o que pode ser melhorado em cada escola e em cada contexto de ensino, em vez de andarmos a brincar aos "campeonatos das escolas".



Outros artigos de Carlos Pinto

COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
07h00 - terça, 20/11/2018
CM Ourique contra
fecho da estação dos CTT
A Câmara de Ourique considera "inaceitável" a intenção dos CTT de encerrar a operação directa no concelho, concessionando o serviço público postal a uma entidade terceira, que assumirá quase todas as responsabilidades da actual estação.
07h00 - terça, 20/11/2018
CM Beja adjudica
expansão da ZAE
A Câmara de Beja adjudicou nesta segunda-feira, 19 de Novembro, a empreitada de expansão da Zona de Acolhimento Empresarial Norte, avaliada em cerca de 1,7 milhões de euros, à empresa Construções JJR & Filhos.
07h00 - terça, 20/11/2018
Campanha de Natal
em Castro Verde
A Câmara de Castro Verde promove até ao dia 6 de Janeiro a campanha "Neste Natal, Ofereça Castro Verde-Compre no Comércio Local", que visa ser um estímulo à revitalização do espaço comercial do concelho.
07h00 - segunda, 19/11/2018
CIMBAL contra fecho de estações dos CTT
A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) veio a público manifestar o seu "total desacordo" com o encerramento de estações dos CTT na região ou a sua transformação em postos de correio geridos por terceiros.
07h00 - segunda, 19/11/2018
Vinhos do Alentejo
valorizados no preço
para exportação
Os vinhos da região do Alentejo registaram no primeiro semestre de 2018 uma valorização de 9% no preço de exportação face ao período homólogo de 2017, revela a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).

Data: 09/11/2018
Edição n.º:
Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial