09h38 - sexta, 01/02/2008

Castro Verde assinala 100 anos do regicídio

Castro Verde assinala 100 anos do regicídio

O lançamento de uma "biografia possível" sobre o regicida e "filho da terra" Alfredo Luís da Costa, exposições e canções anarquistas marcam as iniciativas evocativas do centenário do regicídio, que arrancam quinta-feira, em Castro Verde (Beja).
Até dia 16 de Fevereiro, a vila alentejana vai promover várias iniciativas para "evocar o regicídio", um "acontecimento crucial para a Implantação da República e para a construção do Portugal moderno", disse hoje à agência Lusa o presidente do município, Fernando Caeiros.
Além dos "contributos" do regicídio, para justificar a "importância" que a autarquia atribui à evocação do assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe, a 01 de Fevereiro de 1908, o autarca lembrou que um dos regicidas, Alfredo Luís da Costa, uma "figura curiosa", nasceu na freguesia de Casável, no concelho de Castro Verde.
Até Outubro de 2010, a autarquia "vai dinamizar um programa para evocar e comemorar o centenário da Implantação da República", que arranca com a evocação dos cem anos do regicídio, "um dos acontecimentos cruciais que levaram ao movimento revolucionário de 05 de Outubro de 1910", explicou Fernando Caeiros.
O programa pretende "valorizar a efeméride" e "inverter a tendência dos últimos anos", "com o 05 de Outubro a cair no esquecimento e as comemorações num vazio quase profundo, desvalorizando-se todo o trabalho de transformação social que a implantação da República trouxe ao Portugal dos princípios do século XX", salientou o autarca.
Entre as iniciativas evocativas do centenário do regicídio, o autarca destacou o lançamento, nesta sexta-feira, às 18h30, no Fórum Municipal de Castro Verde, do livro "Crónica do Regicida Invisível - Alfredo Luís da Costa", da autoria do jornalista Paulo Barriga.
Num "exercício jornalístico, puro e duro", "como se os protagonistas não existissem na lonjura de um século, mas sim nos tempos correntes", através de três reportagens, o livro narra "a biografia possível sobre Alfredo Luís da Costa", o "esquecido" e "verdadeiro mentor" do regicídio, explicou hoje à Lusa Paulo Barriga.
No sábado, o município homenageia Alfredo Luís da Costa, com o descerrar, às 16h00, de uma placa evocativa no Largo de Casével.


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Data: 11/01/2019
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