09h59 - quarta, 24/12/2008

José Sócrates apadrinha solução empresarial na mina de Aljustrel

José Sócrates apadrinha solução empresarial na mina de Aljustrel

O primeiro-ministro, José Sócrates, congratulou-se ontem à tarde com a solução encontrada para as minas de Aljustrel, que vai permitir a um grupo português retomar a laboração naquele complexo mineiro e começar a explorar um outro, no mesmo concelho.
"Esta solução é boa por vários motivos. Porque permite que as minas [de Aljustrel] voltem a trabalhar e a do Gavião entre em funcionamento, mas também porque, pela primeira vez, Portugal vai ter uma empresa mineira dirigida por portugueses", disse.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas nas instalações da Pirites Alentejanas, concessionária das minas, após a assinatura do contrato de compra e venda de acções daquela empresa entre a Lundin Mining, anterior proprietária, e a portuguesa MTO, nova dona.
Além disso, foi assinado um memorando de entendimento entre o Estado e a MTO para a concessão da exploração da mina do Gavião, igualmente no concelho de Aljustrel.
José Sócrates voltou hoje a Aljustrel, oito meses após ter presidido à cerimónia que marcou o arranque simbólico da retoma da produção comercial na mina de Aljustrel.
Na altura, o primeiro-ministro apontou o projecto de reactivação daquela mina alentejana como exemplo dos projectos necessários para Portugal, por ter envolvido investimento, criado emprego e contribuído para o reforço das exportações.
No entanto, o projecto da Lundin Mining, que previa que o complexo estivesse a funcionar em pleno em 2009, parou no passado dia 13 de Novembro, com a suspensão da extracção e da produção, devido à baixa cotação do zinco no mercado.
Entretanto, a Lundin Mining vendeu a mina de Aljustrel à MTO, a "holding" familiar dos irmãos Carlos e Jorge Martins, accionistas da Martifer.
O primeiro-ministro revelou hoje que, quando a Lundin Mining comunicou que "ia ter dificuldades", o executivo considerou "imediatamente que esta era a altura para incentivar um grupo português a ser dono de uma mina".
"Não só as minas de Aljustrel vão retomar a laboração, como, ainda por cima, vão ser dirigidas por um grupo português", salientou José Sócrates, considerando um valor "acrescentado" ter uma empresa nacional na mina alentejana.
O chefe do Governo disse também ser "absolutamente fundamental que o conjunto das duas minas", de Aljustrel e do Gavião, possa "ter futuro".
"Isto quer dizer que [o conjunto das duas minas] vai ter mais emprego, mais actividade e, com isso, contribuir com mais riqueza para Aljustrel e para o país", afirmou, explicando que o Estado limitou-se a dar condições à MTO para explorar Aljustrel e investir na do Gavião.


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Data: 17/05/2019
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