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terça-feira, 10 de novembro de 2009 - 08h39 Universidade de Évora lança escola popular para rentabilizar potencial da academia
A Universidade de Évora (UE) vai lançar até final deste mês uma escola popular para oferecer oportunidades de aprendizagem à população e rentabilizar o potencial cultural, científico e de formação da academia alentejana.
Em declarações à agência Lusa, o director da Universidade Sénior Túlio Espanca (USTE), José Bravo Nico, explicou hoje que o conceito da “escola popular” tem origem nórdica e assenta em disponibilizar oportunidades de aprendizagem a toda população.
“Será uma oportunidade através da qual a Universidade de Évora aproveitará todo o seu potencial cultural, cientifico e de formação e que disponibilizará à população alentejana, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida e, fundamentalmente, não formal”, disse.
A USTE, “baptizada” com o nome do historiador e investigador Túlio Espanca, considerado um dos maiores especialistas em monumentos alentejanos, é um projecto promovido pela Universidade de Évora, cujos estatutos, já aprovados, já prevêem a criação desta unidade cientifico-pedagógica.
A escola popular, que arranca até ao final deste mês, terá sede física no Colégio do Espírito Santo, principal edifício da Universidade de Évora, mas irá funcionar um pouco por toda a região.
“Vamos funcionar em todo o Alentejo, através de iniciativas que iremos promover em parceria com os diferentes actores da região, como autarquias, instituições da sociedade civil e empresas”, disse José Bravo Nico.
De acordo com o responsável, a USTE vai “realizar as iniciativas no território onde as pessoas residem, para levar perto da população alentejana a oportunidade de aceder à cultura, ciência e formação”.
José Bravo Nico explicou que a lógica de funcionamento da Universidade Sénior “baseia-se em projectos de aprendizagem que podem envolver vários contributos disciplinares, não havendo aulas regulares, nem formadores e formandos”.
“Haverá oportunidades de aprendizagem nas quais se juntarão pessoas que, voluntariamente, se oferecem para nelas participarem”, disse o director da USTE.
As pessoas “colocam à disposição de outras aquilo que sabem fazer e as outras, também voluntariamente, juntam-se a estas numa perspectiva de aprender com elas”, explicou, acrescentando que a escola vai funcionar “numa base de círculo de estudo”.
A Universidade Sénior Túlio Espanca tem como particularidade aceitar todo o tipo de alunos, não havendo “qualquer limite mínimo ou máximo de idade, classe profissional, localização geográfica e de género”.
“Iremos tentar construir iniciativas que sejam acessíveis para todas as pessoas, para promovermos a intergeracionalidade”, referiu José Bravo Nico.