07h06 - sexta, 25/12/2009

Nova fábrica em Beja vai construir grandes tubagens

Nova fábrica em Beja vai construir grandes tubagens

A empresa RTS – Pré-fabricados de Betão, do empresário bejense João Paulo Ramôa [na foto], associou-se a mais duas empresas do centro do país, a Vigobloco e a Verdasco & Verdasco, para começar a produzir em Beja as grandes tubagens de betão utilizadas, por exemplo, na rede de canais que ligam a barragem do Alqueva a outras barragens da região ou nos sistemas de abastecimento de água.
O investimento de 2,5 milhões de euros, "tudo com capitais próprios" das três empresas, já está em marcha no Parque Industrial de Beja e deve estar concluído até Janeiro de 2010.
Depois, a empresa conta colocar os seus primeiros produtos no mercado a partir de Março, criando entre 40 a 45 novos postos de trabalho na cidade, número que deve aumentar para cerca de 70 em Agosto, quando a laboração da fábrica entrar em velocidade de cruzeiro.
Trata-se de "um investimento de futuro, na medida em que, cada vez mais, o transporte de água é uma necessidade", explica ao "CA" João Paulo Ramôa, destacando a mais-valia que este investimento representa para a economia regional e nacional, dado que uma elevada percentagem das tubagens utilizadas nas obras portuguesas são fabricadas em Espanha ou em países bem mais longínquos, como a Turquia.
Além do mais, acrescenta, este é "um produto com uma grande componente regional de serviços, quer a jusante quer a montante".
"À excepção do aço, que muito provavelmente terá de vir do estrangeiro porque são grandes quantidades e o negócio é muito agressivo em termos mundiais, tudo o resto é regional", sublinha.
Os empreiteiros responsáveis pelas obras do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva são, para já, os principais "alvos" da nova empresa, que também pretende fornecer as empreitadas do futuro sistema de abastecimento de água em alta do Alentejo, assim como as das barragens que vão ser construídas no Norte do país ou alguma obras no Sul de Espanha.
A exportação é, aliás, um dos objectivos assumidos pelos associados da nova empresa, que beneficia do facto das suas futuras instalações estarem localizada a cerca de 80 quilómetros do porto de Sines, onde os produtos podem ser embarcados rumo ao apetecível mercado do Norte de África.
"Estamos convencidíssimos que esse vai ser um mercado muitíssimo importante", assevera João Paulo Ramôa, escudado no facto de actualmente as tubagens que servem as obras na Argélia e Marrocos serem produzidas em países mais distantes, caso da Inglaterra ou da Dinamarca.
Confiante no sucesso do negócio, João Paulo Ramôa adianta igualmente, embora sem entrar em grandes detalhes, que os três sócios têm já em mente uma nova fase de investimento na fábrica de Beja, também na ordem dos 2,5 milhões de euros e a realizar a partir de Agosto, tendo em vista a elaboração de mais um produto "inovador" no mercado nacional.


COMENTÁRIOS

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14:17, Domingo, 27 de Fevereiro de 2018
É isso que Beja precisa. De investimentos e de novas empresas promotoras de mprego e desenvolvimento.

Contudo, se o que está em marcha no Parque Industrial de Beja são as obras em frente à Opel duvido que esteja concluída até Janeiro de 2010. Talvez Março/Abril.
Venham mais destas práticas, mas um pouco mais credíveis... Exmo. Sr. Dr. J.P.Ramoa

11:35, Sexta-feira, 25 de Novembro de 2018
Aqui esta o "pipeline" do outro...
Exelente iniciativa, so falar ñ chega é preciso por as ideias no terreno!
Até pk para mandar larachas, ñ se precisa se deputado ne politico.

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Data: 09/11/2018
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