06h44 - segunda, 17/12/2012

Estradas de Portugal considera
A26 "um equívoco técnico"

Estradas de Portugal considera A26 "um equívoco técnico"

A decisão de construir a A26, entre Sines e Beja, foi um "equívoco técnico", porque não se justificava, e os 35 milhões de euros gastos nos lanços cancelados foram "mal" aplicados, considera a Estradas de Portugal (EP).
A decisão foi "um equívoco técnico", porque "o tráfego previsto não justificava a criação de uma autoestrada dispendiosa para ficar literalmente sem trânsito", refere a EP, numa resposta por escrito a perguntas colocadas pela Agência Lusa.
Segundo a EP, nas obras canceladas de construção dos lanços da A26 entre Relvas Verdes e Grândola e entre Santa Margarida do Sado e Beja "foram gastos cerca de 35 milhões de euros".
Este montante não foi "dinheiro investido", "mas sim fundos mal aplicados, que nunca trariam qualquer benefício significativo à economia", considera a EP, referindo que, actualmente, é "precipitado adiantar qual a melhor forma e se será útil aproveitar as infra-estrutura já existentes".
O cancelamento das obras dos lanços, decidido no acordo de renegociação do contrato da subconcessão Baixo Alentejo, que inclui a construção da A26, entre a EP e a concessionária, a Estradas da Planície, permitiu poupar "cerca de 60 milhões de euros" aos contribuintes, frisa a empresa.
Até agora, precisa, a Estradas da Planície, no âmbito da subconcessão Baixo Alentejo, cujo projecto inicial previa um investimento de 372 milhões de euros, realizou obras "num valor próximo dos 100 milhões de euros", mas o Estado ainda não efectuou "qualquer pagamento", porque as remunerações à concessionária "apenas terão início em 2014".
Por outro lado, lembra, a renegociação do contrato da subconcessão do Baixo Alentejo permitiu ao Estado poupar 338 milhões de euros, sendo 199 milhões de euros relativos à redução de investimento não adequado e 139 milhões de euros a operações de manutenção, que passarão a ser asseguradas pela EP e não pela concessionária.
Segundo a EP, as obras da subconcessão Rodoviária do Baixo Alentejo estão paradas "há vários meses" e só o acordo de renegociação do contrato permitiu criar condições para "assegurar a sustentabilidade financeira do projecto e retomar os trabalhos".


COMENTÁRIOS

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15:33, Segunda-feira, 17 de Março de 2018
SN
A EP sabe que tomou uma péssima decisão em parar o projecto, agora corre a trás do sangue que fez correr e diz que o sangue é corante.

EP sabe que conseguiu colocar toda a sociedade civil contra a sua errada decisão, agora quer fazer dos portugueses parvos que a estrada só seria viável se tivesse transito em fila 24 horas por dia.

Toda a economia que gira a volta da estrada dava para construir uma auto estrada com asfalto de ouro.

É com neoliberais destes que o país se afunda na pura miséria.

15:23, Segunda-feira, 17 de Março de 2018
SN
A EP olha para o que poupa mas não olha para o que custa.

Com a decapitação desse via todo o Porto de Sines fica sem interesse estratégico.


Os novos navios tem 400 metros de comprimento e levam 21 contentores de largura. e nem no canal do Panamá eles cabem porque o Canal tem menos dez metros de largura. o primeiro navio deve sair do estaleiro em 2013. e o maior do mundo saio este outono, mas o maior dos maiores sai para o ano. Como que a EP carregar um navio destes em Sines? com carrinhas de feira?

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Data: 09/02/2018
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