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Pedro Ferro
Em 2002, o antigo camarada de profissão João Paulo Velez apelidou-o de “maltês da escrita”. Relembrando o seu “bigode farfalhudo e desalinhado”, elogiava-o como alguém que detestava “hipocrisias e presunções”, que por ser “inteiriço” e abominar “falinhas mansas e conversa mole”, “quando pensava uma coisa, dizia” mesmo. No fundo, recordava-o como um dos nomes grandes do jornalismo alentejano e nacional, a quem a região ficou devendo “algumas das páginas mais exaltantes e profundamente sentidas” que alguma vez lhe foram dadas a ler e que a morte tratou de ceifar bem cedo, com 40 anos apenas.
Nascido em Lisboa em 1959, foi (n)o Alentejo que Pedro Ferro amou de forma intensa. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, destacou-se como jornalista no “Diário do Alentejo” e “Público”, entre outras publicações. Ajudou ainda a fundar a Rádio Vidigueira (1991) e foi um dos criadores do projecto “Imenso Sul”, com outros 15 jornalistas alentejanos. Professor no ensino superior, Pedro Ferro foi ainda um “embaixador” da Ovibeja. Foi ele que ajudou a pôr a feira do Alentejo no mapa e os jornalistas dentro do seu espírito.
Morreu subitamente em 1999.
Figura 1 de 1
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