O general Manuel Monge vai ser reconduzido como governador civil de Beja para a actual legislatura, adiantou ao "CA" uma fonte do Ministério da Administração Interna. Contactado pelo nosso jornal, Manuel Monge não quis falar sobre o assunto. Inicialmente, segundo a mesma fonte, Manuel Monge manifestou alguma "resistência em continuar" no cargo, alegando a necessidade de "descansar e dar mais tempo à família". Contudo, as diferentes "pressões" que sofreu, sobretudo do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, levaram-no a aceitar a continuidade no cargo que exerce desde Março de 2005, quando foi nomeado pelo primeiro Governo de José Sócrates. Manuel Soares Monge nasceu a 18 de Fevereiro de 1938 em Vila Nova de S. Bento. Desde cedo, alimentou o desejo de frequentar a Academia Militar e, por isso, não admirou que tenha chegado a oficial de cavalaria. Com vasta experiência na Guerra Colonial, onde esteve quase 12 anos, o actual e futuro governador civil de Beja regista no seu currículo experiências marcantes ao lado do general Spínola e de Mário Soares, os dois homens que elege como grandes referências. Foi, aliás, assessor militar de ambos na Presidência da República. Conhecedor do 25 de Abril, onde não foi capitão porque, "prematuramente", foi promovido a major, Manuel Monge passou pelo Governo de Macau, onde teve a pasta da Segurança. Homem frontal, alimenta esse estilo e admite que isso lhe tem custado alguns dissabores! É agricultor, apaixonado por cavalos, viajante que descobriu a presença portuguesa nos "quatro cantos do mundo", admirador da escrita de Manuel Alegre e da energia de José Sócrates. Sobre o primeiro-ministro diz mesmo que é muito parecido com Mário Soares porque, esclarece, "tem uma grande coragem física e moral e uma frontalidade extraordinária!"
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Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009, 22h38 Serra Nova O sul é um deserto dizia ele, mas este deserto é diferente dos outros porque no deserto que derrotou a Ota, vivem muitos contribuintes com face lavada, a espera que o 25 da Abril há 35 anos prometeu. O Salazar já não é desculpa.
Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009, 22h22 Serra Nova I.-Uns tem muita energia, outros não tem nenhuma. Por aquilo que si viu ontem na reportagem da RTP sobre o Alentejo profundo parece que das estadias no estrangeiro que os responsáveis da região fazem nada aprenderam? Ou então fazem uma vida de trabalho casa, e casa trabalho, que não lhe sobra tempo para conhecerem o seu povo?
Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009, 22h20 Serra Nova II.-Na era das Qimondas, dos Sumários ultra modernos, dos TGVs de prestigio, das auto-estradas da coesão, dos túneis sem fundo, do BPN demasiado grande para falir, dos aeroportos jet set, das barragens da agua que as mudanças climáticas secaram,...
Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009, 22h18 Serra Nova (SN) II+...dos Magalhães das ilusões, dos milhões agrícolas devolvidos a Bruxelas, das maiores centrais solares, que deviam com contra partidas fornecer energia pelos menos na freguesia que estão implantadas, mas isso seria saber governar bem demais. E, e, e etc...
Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009, 22h16 Serra Nova III.-... Depois de tudo isto temos um Portugal profundo no profundo esquecimento. O país profundo é tabu para o governo, para os partidos que representam a região, para os deputados do distrito, das autoridades locais. Realmente nada diferente de uma região africana, talvez por isso tenham escolhido pessoas com essa experiencia para ser os ouvidos e os olhos do governo na região?