quinta-feira, 05/03/2020

Racismo


José F. Encarnação
Este é um tema muito delicado. Qualquer expressão que se utilize, qualquer coisa que se diga, qualquer posição que se tome, deve ser muito bem pensada, muito bem ponderada, para não ferir susceptibilidades. Dito isto, vou tentar expressar aquilo que penso, aquilo que sinto, não tentando ser politicamente correcto, mas sim ser sincero, comigo e com toda a gente que ler este artigo.
Sou decididamente anti-racista. Nem consigo conceber que alguém possa olhar para outro ser humano segundo a sua raça, cor, religião ou género. Tenho amigos e amigas. Não digo que tenho amigos negros, chineses, homossexuais, brancos, cristãos, muçulmanos, ciganos, brasileiros, indianos, marroquinos, etc, etc. Tenho amigos. Ponto. Não os escolho pela sua cor da pele, pelo seu credo, pela sua origem, pela sua opção sexual. A única regra para serem meus amigos é a sua personalidade, a sua forma de estar na vida. A forma como nos relacionamos.
Hoje assistimos a uma espécie de histeria colectiva. Qualquer palavra, atitude ou comentário que se tenha é escrutinada segundo o politicamente correcto. Todo o cuidado é pouco, caso contrário cairá em cima de nós um coro de críticas e de opiniões sobre o tema e nós, ou calamo-nos ou então ripostamos, argumentando com as nossa ideias e posições.
Sou contra as minorias. Atenção, quando digo isto, por favor, não façam confusões. Nada tenho nada contra os grupos étnicos, religiosos, de género ou outros, pelo contrário. Respeito-os nas mesma medida em que me respeitam. Sei o suficiente para compreender que por vezes devemos proteger, ajudar, incentivar aqueles que bastas vezes são descriminados, isolados, massacrados.
O que quero dizer com esta afirmação é que ninguém se deve servir da sua condição para tentar alcançar algo mais do que o que tem direito. Ao contrário do que escreveu George Orwell, aqui não existem uns mais iguais que outros. Somos todos iguais. Todos, sem descriminar raças, credos, opções, opções ou maneiras de viver. Basta o respeito. Pelo próximo, pelo seu semelhante.
O que não concebo é que se sirvam desses grupos, dessas minorias, para exigir mais do que os outros. Sempre tive a minha vida activa. Sempre descontei. Sempre cumpri com as minhas obrigações. O que espero é que os meus semelhantes façam o mesmo. Sem descriminações. Sem olhar a cores, credos ou géneros.
Ninguém me ouviu falar sobre estes temas, simplesmente porque para mim estes temas não existem. Tenho amigos e amigas. É tão simples como isso!

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